José Aparecido Alves, 49, motorista do ônibus que atingiu ontem a entrada de uma loja no centro de Curitiba, disse à polícia que houve falha mecânica no veículo. Duas pessoas morreram no acidente e cerca de 30 ficaram feridas.
Alves ficou preso na Delegacia de Acidentes de Trânsito de Curitiba por cerca de cinco horas na noite de ontem e foi liberado sob ordem judicial, na madrugada desta sexta-feira.
Ele disse que o ônibus ficou descontrolado depois de ter saído de uma estação, na praça Tiradentes, próximo ao local do acidente. Alves declarou que tentou frear, mas não houve resposta.
A Polícia Militar havia divulgado inicialmente que Alves poderia ter passado mal, mas a suspeita foi descartada depois que o motorista passou por exames médicos ainda no local do acidente.
A Prefeitura de Curitiba informou que foi aberta uma investigação para descobrir as causas do acidente e tentar confirmar qual a suposta falha mecânica que o veículo sofreu.
Este blog se desstina à abordagem dos acidentes de trânsito, sua gênese e profilaxia, já que esses eventos são passíveis de prevenção.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Altura importa mais do que idade no uso das cadeirinhas infantis, diz médico (Danuza Peixoto)
Após o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) adiar para setembro a aplicação da lei que exige o uso de cadeirinhas adequadas à idade das crianças transportadas em carros, especialistas voltaram a discutir a norma. Para alguns deles, a altura da criança é mais importante do que a idade para definir o item de segurança usado.
Segundo o médico Claudio Santili, presidente da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), quem tem menos de 1,45 metro precisa continuar nos assentos específicos, mesmo que tenha mais de sete anos.
A lei diz que recém-nascidos com até um ano de idade sejam transportados no bebê-conforto. De um a quatro anos, as crianças devem viajar em cadeirinhas. Entre quatro e sete anos e meio, o ideal é que utilizem o booster --elevação de assento. Crianças de sete anos e meio a dez anos devem viajar só no banco traseiro usando o cinto de segurança.
O médico do tráfego José Montal, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, diz que o cinto de segurança, dependendo da posição, pode matar a criança num acidente.
Estatiscamente, no entanto, o uso das cadeirinhas para crianças de dois a seis anos foi questionado pelo economista americano Steve Levitt, professor da Universidade de Chicago e autor do best-seller "Freakonomics".
Em 2005, Levitt analisou dados do National Highway Transportation Safety Administration (NHTSA), que fiscaliza a segurança nas estradas dos EUA, e constatou que a cadeirinha e o cinto de segurança de três pontas têm a mesma eficácia para salvar crianças dessa idade.
Dados da SBOT mostram que morrem 2.000 crianças e adolescentes no trânsito brasileiro todos os anos. Os acidentes são a principal causa de morte em pessoas entre 1 e 14 anos de idade no país.
FISCALIZAÇÃO
Ontem, a Folha acompanhou uma blitz educativa realizada na avenida Brás Leme, em Santana (zona norte), e ficou claro que a aplicação da lei terá dificuldades.
Os policiais pararam carros com crianças que, no "olhômetro", poderiam ter menos de sete anos. De acordo com os pais, no entanto, elas eram mais velhas.
Segundo a policial Danielle Munhoz, que comandava a fiscalização, sob dúvida, o pai terá que comprovar a idade do filho com documento.
Segundo o médico Claudio Santili, presidente da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), quem tem menos de 1,45 metro precisa continuar nos assentos específicos, mesmo que tenha mais de sete anos.
A lei diz que recém-nascidos com até um ano de idade sejam transportados no bebê-conforto. De um a quatro anos, as crianças devem viajar em cadeirinhas. Entre quatro e sete anos e meio, o ideal é que utilizem o booster --elevação de assento. Crianças de sete anos e meio a dez anos devem viajar só no banco traseiro usando o cinto de segurança.
O médico do tráfego José Montal, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, diz que o cinto de segurança, dependendo da posição, pode matar a criança num acidente.
Estatiscamente, no entanto, o uso das cadeirinhas para crianças de dois a seis anos foi questionado pelo economista americano Steve Levitt, professor da Universidade de Chicago e autor do best-seller "Freakonomics".
Em 2005, Levitt analisou dados do National Highway Transportation Safety Administration (NHTSA), que fiscaliza a segurança nas estradas dos EUA, e constatou que a cadeirinha e o cinto de segurança de três pontas têm a mesma eficácia para salvar crianças dessa idade.
Dados da SBOT mostram que morrem 2.000 crianças e adolescentes no trânsito brasileiro todos os anos. Os acidentes são a principal causa de morte em pessoas entre 1 e 14 anos de idade no país.
FISCALIZAÇÃO
Ontem, a Folha acompanhou uma blitz educativa realizada na avenida Brás Leme, em Santana (zona norte), e ficou claro que a aplicação da lei terá dificuldades.
Os policiais pararam carros com crianças que, no "olhômetro", poderiam ter menos de sete anos. De acordo com os pais, no entanto, elas eram mais velhas.
Segundo a policial Danielle Munhoz, que comandava a fiscalização, sob dúvida, o pai terá que comprovar a idade do filho com documento.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Mecânico é morto após discutir com motorista no Rio (Danuza Peixoto)
São Paulo - Uma discussão entre motorista e pedestre terminou ontem com a morte do mecânico Eduardo da Conceição Matos, de 32 anos, atingido por cinco tiros disparados pelo condutor de um veículo escuro, de modelo e placa não anotados, no bairro de Bonsucesso, na zona norte do Rio.
Segundo o que policiais militares do 22º Batalhão apuraram no local, o mecânico caminhava pela Rua Arlindo Janot, em direção à Avenida Brasil, para pegar um ônibus até Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde morava, quando um veículo passou em alta velocidade e quase atropelou Eduardo.
Assustado, o rapaz acabou gritando com o motorista, que parou o carro, desceu, começou a discutir com o mecânico. O desconhecido então sacou uma pistola e atirou cinco vezes contra Eduardo, que foi atingido no peito, na cabeça e no braço. Ele morreu antes mesmo da chegada da Polícia Militar.
O motorista do carro fugiu. O caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios. Eventuais imagens captadas pelo circuito de segurança de uma empresa de ônibus que fica próximo ao local do crime poderão ajudar na identificação do assassino.
Segundo o que policiais militares do 22º Batalhão apuraram no local, o mecânico caminhava pela Rua Arlindo Janot, em direção à Avenida Brasil, para pegar um ônibus até Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde morava, quando um veículo passou em alta velocidade e quase atropelou Eduardo.
Assustado, o rapaz acabou gritando com o motorista, que parou o carro, desceu, começou a discutir com o mecânico. O desconhecido então sacou uma pistola e atirou cinco vezes contra Eduardo, que foi atingido no peito, na cabeça e no braço. Ele morreu antes mesmo da chegada da Polícia Militar.
O motorista do carro fugiu. O caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios. Eventuais imagens captadas pelo circuito de segurança de uma empresa de ônibus que fica próximo ao local do crime poderão ajudar na identificação do assassino.
sábado, 5 de junho de 2010
Acidente em rodovia estadual mata grupo de estudantes no interior da Bahia
Especial para o UOL Notícias
Em Salvador
Um acidente entre uma carreta e um caminhão que transportava estudantes na carroceria provocou a morte de 17 pessoas na noite desta sexta-feira (4), na BA-420, na saída do município de Laje (BA). Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, 16 pessoas morreram no local. A outra vítima, o estudante David Moura Figueiredo, 17, chegou a dar entrada no Hospital Regional de Santo Antonio de Jesus, mas não resistiu aos ferimentos.
Além das vítimas fatais, três pessoas ficaram gravemente feridas e correm risco de morte, de acordo com médicos dos hospitais Regional de Santo Antonio de Jesus e HGE (Hospital Geral do Estado), em Salvador. Matriculados no 1º e 3º anos do ensino médio e na 7ª série do ensino fundamental do Colégio Estadual Aldemiro Vilas Boas, os estudantes passaram o dia em Laje participando de uma gincana.
O acidente aconteceu quando o grupo retornava para São Miguel das Matas, cidade onde moravam. O diretor do colégio, Geovane Pereira, disse que os jovens não receberam autorização da escola para viajar e não estavam acompanhados por professores ou funcionários.
Policiais rodoviários informaram que o caminhão invadiu a contramão e bateu de frente com a carreta. Com a colisão, o caminhão caiu em uma ribanceira de cerca de 20 metros. Segundo a polícia, o motorista da carreta fugiu.
Em Salvador
Um acidente entre uma carreta e um caminhão que transportava estudantes na carroceria provocou a morte de 17 pessoas na noite desta sexta-feira (4), na BA-420, na saída do município de Laje (BA). Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, 16 pessoas morreram no local. A outra vítima, o estudante David Moura Figueiredo, 17, chegou a dar entrada no Hospital Regional de Santo Antonio de Jesus, mas não resistiu aos ferimentos.
Além das vítimas fatais, três pessoas ficaram gravemente feridas e correm risco de morte, de acordo com médicos dos hospitais Regional de Santo Antonio de Jesus e HGE (Hospital Geral do Estado), em Salvador. Matriculados no 1º e 3º anos do ensino médio e na 7ª série do ensino fundamental do Colégio Estadual Aldemiro Vilas Boas, os estudantes passaram o dia em Laje participando de uma gincana.
O acidente aconteceu quando o grupo retornava para São Miguel das Matas, cidade onde moravam. O diretor do colégio, Geovane Pereira, disse que os jovens não receberam autorização da escola para viajar e não estavam acompanhados por professores ou funcionários.
Policiais rodoviários informaram que o caminhão invadiu a contramão e bateu de frente com a carreta. Com a colisão, o caminhão caiu em uma ribanceira de cerca de 20 metros. Segundo a polícia, o motorista da carreta fugiu.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Detran: campanha pelo uso de cadeirinha para transporte de crianças
O Ministério das Cidades, com apoio do Detran, lançam nesta sexta-feira uma campanha nacional pela conscientização pelo uso da cadeirinha no transporte de crianças no Rio de Janeiro.
O evento será lançado com uma "blitz" educativa num colégio particular em Botafogo, na Zona Sul.
O presidente do Detran, Fernando Avelino, e o ministro Márcio Fortes vão conversar com os pais dos estudantes para alertar sobre a importância do uso do equipamento para a segurança de seus filhos.
O uso da cadeirinha será obrigatório em todo o país, a partir do dia 9 de junho.
O motorista que for flagrado transportando crianças fora do dispositivo estará cometendo uma infração gravíssima, acumulando sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
O condutor vai receber ainda multa de R$ 191,54, com a retenção do veículo.
O evento será lançado com uma "blitz" educativa num colégio particular em Botafogo, na Zona Sul.
O presidente do Detran, Fernando Avelino, e o ministro Márcio Fortes vão conversar com os pais dos estudantes para alertar sobre a importância do uso do equipamento para a segurança de seus filhos.
O uso da cadeirinha será obrigatório em todo o país, a partir do dia 9 de junho.
O motorista que for flagrado transportando crianças fora do dispositivo estará cometendo uma infração gravíssima, acumulando sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
O condutor vai receber ainda multa de R$ 191,54, com a retenção do veículo.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Anúncio de carro vai ter texto educativo
da Folha Online
A exemplo do que ocorre com cigarros e bebidas alcoólicas, toda publicidade da indústria automobilística terá mensagem educativa.
A exigência, sancionada pelo presidente Lula, deve ser regulamentada pelo Contran ainda neste mês, informa Alencar Izidoro.
A partir das próximas semanas, haverá frases sobre o respeito ao limite de velocidade e ao uso do cinto na publicidade de automóveis.
A medida vale para produtos como baterias, pneus e amortecedores, tanto na TV como em rádio, jornais, revistas e outdoors.
A exemplo do que ocorre com cigarros e bebidas alcoólicas, toda publicidade da indústria automobilística terá mensagem educativa.
A exigência, sancionada pelo presidente Lula, deve ser regulamentada pelo Contran ainda neste mês, informa Alencar Izidoro.
A partir das próximas semanas, haverá frases sobre o respeito ao limite de velocidade e ao uso do cinto na publicidade de automóveis.
A medida vale para produtos como baterias, pneus e amortecedores, tanto na TV como em rádio, jornais, revistas e outdoors.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Acidente de trânsito já é maior causa de morte violenta
São Paulo - Os acidentes de trânsito superaram o índice de homicídios e assumiram a liderança das causas de morte não natural no Estado de São Paulo, nos anos de 2007 e 2008. Os homicídios ocuparam esse posto durante mais de 20 anos. Segundo boletim SP Demográfico divulgado hoje pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em média, 20 pessoas morreram por dia em acidentes durante o transporte.
Além do aumento no número de óbitos no trânsito a partir de 1993, houve expressiva redução nos homicídios na última década. O ápice de mortes por acidentes foi registrado entre 1996 e 1997, quando morreram em média 25 pessoas por dia em todo o Estado. De acordo com a Seade, nos últimos 20 anos, os acidentes durante o transporte mataram 149.911 pessoas, o equivalente à população de um município do porte de São Caetano do Sul, no Grande ABC.
Os dados do boletim apontam que os acidentes envolvendo motocicletas impedem a redução da taxa de mortalidade no trânsito. Entre 1996 e 2008, a taxa de mortalidade em decorrência de acidentes com motocicleta, aumentou de 0,2 para 3,4 óbitos por cem mil habitantes.
Já a taxa de mortalidade em atropelamentos diminuiu de 10,1 para 5,1 óbitos por cem mil habitantes. Os demais acidentes envolvendo automóvel, ônibus, veículo de carga pesada e caminhonete também registraram queda de 15,3 para 9,5 óbitos por cem mil habitantes.
Além do aumento no número de óbitos no trânsito a partir de 1993, houve expressiva redução nos homicídios na última década. O ápice de mortes por acidentes foi registrado entre 1996 e 1997, quando morreram em média 25 pessoas por dia em todo o Estado. De acordo com a Seade, nos últimos 20 anos, os acidentes durante o transporte mataram 149.911 pessoas, o equivalente à população de um município do porte de São Caetano do Sul, no Grande ABC.
Os dados do boletim apontam que os acidentes envolvendo motocicletas impedem a redução da taxa de mortalidade no trânsito. Entre 1996 e 2008, a taxa de mortalidade em decorrência de acidentes com motocicleta, aumentou de 0,2 para 3,4 óbitos por cem mil habitantes.
Já a taxa de mortalidade em atropelamentos diminuiu de 10,1 para 5,1 óbitos por cem mil habitantes. Os demais acidentes envolvendo automóvel, ônibus, veículo de carga pesada e caminhonete também registraram queda de 15,3 para 9,5 óbitos por cem mil habitantes.
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